segunda-feira, 25 de junho de 2012

Aprenda a usar as Normas da ABNT (1 de 4)

Associação Brasileira de Normas TécnicasQuando o assunto é “Normas da ABNT”, muitos estudantes e profissionais chegam a ter um frio na barriga, só de pensar em passar horas e horas formatando e organizando um documento ou trabalho acadêmico. O terrorismo de que a formatação é complicada e burocrática realmente assusta, mas seguindo todas as dicas que passaremos nos tutoriais sobre as famosas Normas da ABNT, vamos desmitificar tudo isso!
Para tratarmos melhor sobre cada norma, uma série de “volumes” com as explicações e dicas foram definidas. A cada semana, um desses volumes será publicado, completando a sua biblioteca pessoa para normalização. 


A divisão será a seguinte:



VAMOS COMEÇAR?

Primeiramente, o conceito mais importante a ser definido é ABNT. Esta é a sigla de “Associação Brasileira de Normas Técnicas”, entidade privada sem fins lucrativos, que é o órgão responsável pela normalização técnica no Brasil. Fundada em 1940, a ABNT fornece a base normativa necessária ao desenvolvimento tecnológico no país.


Por que usar as Normas da ABNT?


Imagine a situação: Trabalho de Conclusão de Curso da faculdade e o seu orientador avisa que toda a estrutura do seu trabalho deve ser feita com base nas Normas da ABNT... E você se pergunta: por que toda essa burocracia? O motivo é simples, pois a normalização estabelece um padrão para que os temidos TCCs tenham uma estrutura de informações que possa ser entendida por todos.

O mesmo ocorre no caso de um produto, em que todos os procedimentos de uso seguem um padrão que proporciona meios mais eficientes para a troca de informação entre o fabricante e o cliente. Além disso, a normalização facilita o intercâmbio comercial, evitando conflitos de regulamentos sobre produtos e serviços. “Na prática, a Normalização está presente na fabricação dos produtos, na transferência de tecnologia, na melhoria da qualidade de vida através de normas relativas à saúde, à segurança e à preservação do meio ambiente.” (ABNT, 2008).

As razões para usar normas em um negócio são imensas, como: recursos para melhoria de produtos e serviços em geral, facilidade para exportar produtos, redução de erros, atender aos padrões e regulamentações técnicas, aumentar a confiança ao negócio e muitos outros fatores.
Não pense que é perseguição de seu professor, pedindo tudo nas normas.Portanto, quando seu professor pedir a padronização do seu trabalho nas Normas da ABNT, não pense que isso é uma chatice ou que ele tem um plano para prejudicar você (isso apenas para aquelas pessoas que têm mania de perseguição). Imagine se cada um pudesse fazer o trabalho da maneira que quisesse... Alguém poderia entregá-lo numa folha amarela, com a fonte Comic Sans, tamanho 36, sublinhada e com efeito tachado!

Agora que você já sabe alguns motivos para normalizar um trabalho, começaremos a parte divertida da normalização: conhecer e destrinchar o conteúdo das normas. Quando temos uma professora “intérprete” que ensine e traduza todos os termos rebuscados das normas, facilita a compressão para muita gente. 

Então, para se ter um aproveitamento melhor das normas, segue um glossário com os termos mais usados. Nos próximos artigos referentes às normas, estes termos serão citados, ou seja, é importante conhecê-los.


Glossário com os termos mais encontrados nas normas

  1. Anexo: os anexos também são elementos opcionais, ou seja, são incluídos apenas se o auto achar necessário. Difere-se dos apêndices pelo fato de ser um material não elaborado pelo autor, já que a forma de digitação e inclusão é a mesma. Exemplo: ANEXO A – MANUAL DE PROCEDIMENTOS – 2008.

  2. Anverso da folha de rosto: é a “parte da frente” da folha de rosto.

  3. Apêndice: elemento opcional que foi elaborado pelo próprio autor do trabalho como forma de complemento. O termo Apêndice deve ser digitado em letra maiúscula, em negrito e diferenciado dos demais por letras do alfabeto consecutivas. Exemplo: APÊNDICE A - Relação de softwares mais baixados no Baixaki.

  4. Capa: elemento obrigatório para proteção externa do trabalho com informações indispensáveis para identificação deste.

  5. Citação: menção feita no trabalho, mas que foi elaborada por outro autor e, conseqüentemente, extraída de outra fonte de informação.

  6. Epígrafe: citação e autoria que o autor do trabalho ache interessante e que tenha uma relação com o trabalho. As epígrafes, normalmente, são encontradas nas primeiras páginas de um trabalho. 

  7. Errata: lista com folhas e linhas que apresentaram algum erro no trabalho e, logo na seqüencia, as devidas correções. Normalmente, a errata é um papel avulso entregue junto com o trabalho impresso.

  8. Folha de rosto: elemento obrigatório com elementos essenciais para identificação do trabalho — todo o detalhamento do conteúdo presente em uma folha de rosta será tratado no artigo sobre Normalização de Trabalhos Acadêmicos.

  9. Glossário: uma lista em ordem alfabética contendo um termo e sua respectiva definição.

  10. Índice: Relação, que pode ser tanto de palavras quanto frases, ordenadas de acordo com um critério determinado, que localiza e remete o leitor para informações presentes em um texto.

  11. Lista: enumeração dos elementos presentes em um texto, como siglas, ilustrações, datas etc. A numeração de cada item da lista deve seguir a ordem de ocorrência no trabalho.

  12. Referências: elemento obrigatório em todos os trabalhos, contendo uma lista de fontes (livros, manuais, CDs, DVDs, mapas etc.) utilizadas e consultadas durante o desenvolvimento do trabalho. As normas para referências serão tratadas em um próximo artigo.

  13. Resumo: apresentação rápida e clara com os pontos importantes e que serão discutidos/tratados no trabalho como um todo. 

  14. Sumário: enumeração de todos os elementos e seções de um texto, ou seja, todos os títulos e outras partes de um trabalho, com o número da página em que se encontram. A ordem e a grafia devem seguir o mesmo padrão apresentado no desenvolvimento do trabalho.

  15. Verso da folha de rosto: parte de trás da folha de rosto, contendo a ficha catalográfica.
Estes são apenas alguns termos, não tão conhecidos, e encontrados nas normas. Eles farão com que você entre no clima da normalização e comece a ficar preparado para as próximas explicações — para colocar a mão na massa, que é o que mais interessa. Quem precisa formatar um trabalho, vale a pena aguardar para verificar que normalização não é um bicho-de-sete-cabeças.


Leia mais em: tecmundo

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Olá!!
Obrigada por comentar!
Aproveita para curtir e me seguir também!
Um beijo!!