quarta-feira, 28 de março de 2012

O que é afinal a Sexologia?



O que é afinal a Sexologia?  “Quero ser sexóloga
Quero me tornar uma sexóloga. 

Que curso terei que fazer para me tornar 

uma sexóloga profissional?




Sexologia: Ciência que estuda o comportamento sexual. A sua atuação é de carácter inter e multidisciplinar, abrangendo a Psicologia, Medicina, Antropologia, Sociologia.
É a área do conhecimento que trata do comportamento sexual.


Abrange:


algumas áreas da medicina (andrologia, ginecologia e a anatomia dos órgãos sexuais).

psicologia, sociologia e antropologia do comportamento sexual.

neurociências (o estudo da base da resposta sexual e a complexidade do comportamento sexual).

psiquiatria (parafilias, assim como desordens que levam a inadequações).

a epidemiologia das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

A sexologia também toca questões mais amplas, como o conceito de saúde sexual, aborto, saúde pública, controle de natalidade, abuso sexual, entre outros.


A Sexologia na Prática Clínica



O tratamento sexológico é todo o processo médico e/ou psicoterápico que tem como objetivo a correção dos distúrbios sexuais para propiciar adequação sexual.
O clínico, em sua prática diária, pode participar na prevenção e no tratamento dos transtornos sexuais. Entretanto, alguns requisitos são necessários:

  1. Estar bem com sua sexualidade
  2. Conhecer os dados sobre a resposta sexual normal
  3. Dotar-se de um profundo respeito ético em relação à sexualidade do outro
  4. Conhecer todos os recursos atuais nas áreas da propedêutica e da terapêutica em sexologia.

*É também desejável empatia e motivação, como em toda abordagem psicológica.
E a terapia alicerça-se principalmente sobre:

  1. Orientação, dirimindo mitos e tabus, bem como legitimando o prazer sexual
  2. Reposição ou suplementação hormonal (estrogênios e androgênios)
  3. Psicoterapia

O dizer de Balint quanto ao "médico como medicamento" nessa situação torna-se transparente. Em uma abordagem em que se pesquisa um transtorno sexual, o médico pode (e deve) atuar como facilitador de ajuda. Porém, muitas vezes com preconceitos, desconhecimento e necessidade de impor valores, acaba se comportando como agente destrutivo (iatrogênico).
Kaplan diz que "o uso das experiências sexuais estruturadas sistematicamente, integradas ao conjunto das sessões terapêuticas, é a principal inovação e a característica distinta da terapia do sexo". Sua psicoterapia sexual é uma forma de terapia breve, que geralmente tem a duração de dois a oito meses, com freqüência de uma sessão semanal do casal ou do indivíduo, e que trabalha fundamentalmente o comportamento sexual nos seus aspectos psicossociais, uma vez excluída a possibilidade do comprometimento orgânico na queixa sexual.


Disfunção, Desvio e Inadequação


O estudo da resposta sexual humana nos diz que todos os homens são: iguais, do ponto de vista biológico; parecidos, do ponto de vista sócio-cultural e diferentes, do ponto de vista psicológico. Por extensão, definimos os distúrbios do comportamento sexual segundo os aspectos biológico – disfunção, sociológico – desvio e psicológico – inadequação.


Disfunção


Um indivíduo funcional é capaz de levar ao fim a resposta sexual normal (Desejo Sexual > Excitação > Orgasmo > Relaxamento). O conceito de normalidade, no que tange à funcionalidade, se confunde com o conceito de índivíduo hígido.



A disfunção então ocorre:



Em alguma fase da resposta sexual:



Apetência – inibição do desejo
Excitação – Disfunção Erétil (DE), lubrificação inadequada
Orgasmo – anorgasmias, distúrbios da ejaculação



Ou na forma de transtornos dolorosos:


Vaginismo
Dispareunia
Desvio (Parafilia)




O que significa parafilia? Qual o significado de parafilia? 


Uma parafilia (do grego παρά, para, "fora de",e φιλία, philia, "amor") é um padrão de comportamento sexualno qual, em geral, a fonte predominante de prazer não se encontra na cópula, mas em alguma outra atividade. São considerados também parafilias os padrões de comportamento em que o desvio se dá não no ato, mas no objeto do desejo sexual, ou seja, no tipo de parceiro, como, por exemplo, a efebofilia.
Em determinadas situações, o comportamento sexual parafílico pode ser considerado perversão ou anormalidade.


Parafilias - CID10 F65

O ambiente (grupos culturais, principais responsável por moldar nossa personalidade) nos dita certos padrões de comportamento, que serão aprendidos e/ou confrontados entre si e com o mundo individual ao longo de nossas vidas.

Podemos assumir duas posturas perante estes padrões:

  • Aceitação destes, assimilando-os e tornando se um reforço destes padrões culturais
  • Comportamento Desviante, sua contestação

Classifica-se assim o desvio como sendo o "comportamento que foge a certo padrão cultural de uma sociedade em determinada época". 

As considerações com respeito ao que é considerado parafílico dependem das convenções sociais em um momento e lugar (o que é reprovado hoje torna-se modismo amanhã: homossexualidade, sexo oral, anal, masturbação…).

As parafilias podem ser consideradas inofensivas, salvo quando estão dirigidas a um objeto potencialmente perigoso, danoso para o sujeito ou para outros. São classificadas como distorções da preferência sexual na CID-10 (classe F65).


Classificação das parafilias

  • Desvios do objeto: necrofilia, fetichismo, maiseufilia, etc
  • Desvios de objetivo: exibicionismo, voyeurismo, etc.

Sendo:

Objeto sexual: qualquer ser (animado ou não) alvo da atração sexual
Objetivo sexual: "a união sexual, ou atos que conduzam a esta união".


Inadequação


A diferenciaçao entre adequação e inadequação segue critérios psicológicos. É um conceito relacionado ao equilíbrio interno de cada parceiro e de interações equilibradas entre eles:

  • Um indivíduo Adequado não se queixa, está satisfeito.
  • Um indivíduo Inadequado não está bem consigo mesmo ou com seu parceiro.

Um casal pode ser considerado adequado mesmo portando disfunções (homem impotente e mulher vagínica) ou desvios (homem sádico e mulher masoquista).

Em nosso meio, a inibição do desejo é a mais comum queixa sexual feminina, e anorgasmia e dispareunia também muito freqüentes. Com relação aos homens, transtornos eretivos e ejaculação precoce são predominantes. Outra inadequação corrente é a relativa à freqüência das relações sexuais em um casal. Apesar de um ciclo da resposta sexual completo, há queixa pela desproporção entre o apetite sexual dos parceiros.


Outros distúrbios

  • Transtorno de identidade sexual (transexualismo): a incompatibilidade entre anatomia genital e identidade sexual.

Ocorrem tanto as formas transexual de homem a mulher quanto transexual de mulher a homem, apesar de o primeiro ser muito mais frequente (possui corpo masculino, mas percebe-se como feminino).
É a indicação da cirurgia de mudança de sexo (Kaplan, 1985). Intervenção tecnicamente simples, mas complexa devido às questões emocionais, legais e sociais que envolve. Por ser uma mudança irreversível, deve ser muito bem avaliado e indicado: "é preciso que a parte estrutural da mente da pessoa peça isso e não por uma fantasia, uma necessidade de momento, ou por achar que uma cirurgia vai resolver uma tendência afetivo-sexual diferente"


Homossexualidade egodistônica

  • Há padrão de conduta homossexual, mas associado a descontamento com essa realidade. O indivíduo possui um desejo homossexual que não quer e que causa mal-estar.



Fonte: Wikipédia



Um comentário:

Camilla Pacheco disse...

adorei as informações pós quero fazer sexologia e tirei algumas duvidas...obrigada bjsss...

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