sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Ingredientes para o amor: confiança, admiração e respeito!




Receita de Amor. Eu acredito em receitas para o amor, então, aqui vão os ingredientes. A sua receita é você quem cria!

A fórmula do amor. Ou seja, não é possível sentir e principalmente manter-se sentindo amor por uma pessoa caso não a admiremos, não a respeitemos nem confiemos nela!

Mas descobri que cada um de nós, quando usa essa fórmula, obtém o seu próprio resultado, dependendo também da combinação entre o que somos e o que o outro é! Isto é, eu posso confiar, admirar e respeitar um homem, mas nem por isso amá-lo como homem. Posso tê-lo apenas como amigo ou irmão. Mas quando acontece uma alquimia entre a química contida em dois corações, aí sim sentimos o amor pulsar e expandir nossa existência como uma espécie de magia (embora o amor não tenha nada de mágico e sim de sublime)!

Na verdade, o que quero dizer é que existem muitas pessoas que acreditam estar vivendo o amor, quando na verdade estão alimentando algum outro tipo de sentimento muito aquém. Sentem-se tristes, desesperadas, perdidas, angustiadas e insistem em justificar todo esse pavor através da palavra amor... Sentem-se rejeitadas, desmerecidas e enganadas e, ainda assim, acreditam que amam...

Mas se essas pessoas parassem por um instante, se desprendessem desses sentimentos tão dolorosos e respondessem, sinceramente, três perguntinhas, talvez descobrissem e se espantassem com o fato de que não estão vivendo o amor.

Faça o teste! Pense na pessoa que você acredita que ama. Pense na relação de vocês e responda:

1 – você admira essa pessoa? Admira o jeito dela, o caráter, a personalidade, a maneira como ela encara a vida, as atitudes dela diante dos problemas, diante das alegrias, enfim, você admira a alma dessa pessoa?

2 – você confia nessa pessoa? Você acredita que pode contar com ela, pode confiar no que ela diz? Está certo de que ela faz o possível para cumprir o que promete e está disposta a construir uma relação baseada na sinceridade e na verdade, por mais difícil que seja?

3 – você respeita essa pessoa? Considera o que ela pensa, o que ela sente e está disposta a aceitá-la, por mais diferente que ela possa ser de você? Você realmente consegue dar espaço para que ela seja como é, sem tentar o tempo todo fazer com que ela mude o seu jeito, as suas opiniões e o seu comportamento?
É... talvez você se surpreenda com suas próprias respostas. Talvez você descubra que o que sente não é amor, mas capricho, falta de auto-estima, medo de ficar sozinho, conveniência, acomodação... Talvez você descubra que se acostumou com uma relação desgastante e cheia de desentendimentos, mas que nunca se questionou sobre o que realmente quer...

Muitas pessoas preferem acreditar que não têm sorte no amor ou que é preferível ficar numa relação ruim a ficar sozinho, mas na verdade estão apenas com medo de tentar, com medo de sair em busca de um amor intenso, com medo de se livrar de uma pessoa que só lhes faz mal e perder o lugar de vítima!

É bem mais fácil ter argumentos para justificar um amor que não deu certo do que se arriscar a encontrar uma pessoa maravilhosa, companheira, sincera e profunda e ter de lidar com seus próprios defeitos, com suas próprias inseguranças e culpas...

Pois eu sugiro que você não aceite menos, não aceite pouco. Exija o melhor de você mesmo e do outro. Exija respeito, confiança e admiração. Sinta isso pela pessoa amada... Sinta isso, acima de tudo, por si mesmo! E se não puder, pare onde estiver e proponha-se a aprender e se preparar para o verdadeiro amor! Sempre há tempo, o verdadeiro amor tudo suporta, tudo perdoa e ainda é amor!  ESTEJA ONDE ESTIVER!! 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Você acha que precisa dar um tempo pro amor?



Todos nós, em algum momento de nossas vidas, nos sentimos sufocados, confusos e sem saber exatamente o que fazer. Por mais que pensemos sobre o que estamos sentindo e busquemos soluções para nossas dúvidas, parece que a resposta certa não surge, não vem...

Com o amor, ou seja, as relações afetivas, essa situação também pode acontecer. Aliás, é muito comum e até compreensível que isso aconteça. Afinal de contas, as relações existem a partir das pessoas, e as pessoas se sentem inseguras e perdidas no que se refere ao afeto, à confiança, ao perdão e tantos outros sentimentos que fazem parte da vida a dois...

Podemos, a partir de então, optar entre dois caminhos. Ou insistimos, continuamos martelando no mesmo ponto, cutucando as mesmas feridas e, assim, provavelmente nos sentindo cada vez mais frustrados... Ou, enfim, relaxamos e damos um tempo para o amor!
No entanto, entre uma opção e outra existe uma sutileza que precisa ser observada. Isso significa que não devemos nem insistir demais, esgotando a paciência e o desejo de transcender o problema, nem relaxar ao ponto de fingir que nada está acontecendo e que nada mais precisa ser feito ou dito...

O equilíbrio está em observar, em manter-se consciente, mas respeitar o ritmo da vida. Significa baixar a ansiedade e compreender que as situações desagradáveis e incômodas surgem nas relações de amor para que aprendamos algo com elas e não para que nos torturemos por causa delas.
Muitas vezes, as respostas estão no silêncio, e é preciso aquietar a mente, apaziguar os ânimos e sentir o coração para ouvir esse silêncio especial; isto é, o silêncio que responde, que nos permite relaxar e deixar que a vida simplesmente seja...

A maioria de nós sente dificuldade para aceitar e acolher as situações como elas são exatamente por causa da dor que essas situações trazem. Ciúme, insegurança, raiva, medo, inveja, vingança, sensação de rejeição, de abandono ou de não-reconhecimento são alguns dos sentimentos causadores da dor. E tentamos evitá-la a qualquer custo.
Mas se conseguirmos compreender que a dor é uma grande mestra e, sobretudo, que a dor passa, talvez possamos acolhê-la e aprender com ela! Talvez possamos dar um tempo à nós mesmos sem acreditar que isso significa que está tudo acabado.

Gosto sempre de pensar na lagarta que se recolhe num casulo escuro e feio para, depois de amadurecida e pronta, romper sua casca e ressurgir bela, radiante e encantadora, como borboleta! Gosto de pensar que a dor nos faz sentir como se fôssemos lagartas, presas numa condição aparentemente terrível...
Então, podemos rejeitar essa situação e romper com ela, mas não estaremos prontos e nos mostraremos feios e desajeitados. Mas se aceitarmos nosso processo de amadurecimento, poderemos superar essa fase para ressurgirmos numa condição visivelmente superior!

Sugiro que você comece a observar os momentos em que entra num casulo. Permaneça atento e alerta. E, assim, procure aguardar até que esteja pronto e forte para romper seus limites e superar a dor com muito mais condições de tomar a decisão certa. A relação de amor agradece!